Avanço contra o câncer não chega aos países mais pobres, diz OMS
Os avanços recentes no combate ao câncer não têm beneficiado de forma equilibrada a população mundial, segundo um novo relatório da Organização Mundial da Saúde. A entidade alerta que as desigualdades persistem em todas as etapas do cuidado, da prevenção ao tratamento, e atingem especialmente países de baixa renda.
De acordo com a OMS, uma em cada cinco pessoas deve desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida, e a doença já impacta praticamente todas as famílias de alguma maneira. Mesmo assim, milhões de pacientes ainda enfrentam diagnóstico tardio, dificuldade para iniciar terapia e custos que podem comprometer renda, trabalho e bem-estar emocional.
O levantamento chama atenção para um cenário em que o conhecimento médico avança, mas a distribuição desses recursos continua irregular. Em regiões mais vulneráveis, faltam estrutura, profissionais, exames e medicamentos, o que reduz as chances de cura e amplia a mortalidade evitável.
Para a organização, enfrentar o câncer exige mais do que inovação científica. É preciso fortalecer sistemas de saúde, ampliar campanhas de prevenção e garantir que o acesso ao cuidado não dependa do país, da renda ou da cidade onde o paciente vive.